domingo, 20 de outubro de 2013

Ruptura do Tendão de Aquiles – Oficialmente Recuperado!


Pois é…para surpresa minha tive alta da fisioterapia no dia 14 de Outubro, precisamente 4 meses depois da ruptura do Aquiles! Eu já andava convencido que ainda ia ter que levar com mais umas 3 semanitas de fisioterapia, mas a fisiatra gostou do que viu e vai daí deu-me autorização para voltar aos treinos normais! J É claro que me recomendou calma, até me deu um plano de treino para voltar ao activo, mas basicamente tenho carta branca para aos poucos voltar à forma de Junho!

Ao fim do dia já estava no estádio 1ª de Maio para dar umas voltinhas ao relvado (para já só quero fazer corrida em terrenos macios). Corridinha ligeira, tipo jogador da bola quando está de castigo por chegar atrasado aos treinos. ;) No final 5K a 5.57’/Km…tendão sem dores e sem acusar o esforço! Voltei a repetir o mesmo dois dias depois, e hoje fiz mais 6K pelo mata do choupal em Coimbra. Para já tudo ok. Só sinto o articulação do tornozelo um pouco presa, mas pelo que me disseram é normal. O plano agora para os próximos tempos é ir subindo aos poucos as distâncias e tentar alternar o asfalto com a pista/relvado do estádio. Com um bocadinho de sorte tvz dê para fazer a S. Silvestre de Braga!

O velhinho 1º de Maio

Depois do primeiro treininho de corrida em 4 meses - Parecia um puto a quem deram um brinquedo novo! 

domingo, 6 de outubro de 2013

16 Semanas: E não é que já estou a treinar quase a sério?!


Durante os últimos tempos os progressos foram muitos e grandes! 

O tendão e a mobilidade geral do pé melhoraram bastante. A marcha já está normal, não tenho praticamente dores nenhumas e as sessões de fisio passaram de massagens que doíam como o c.... para muito exercício de reforço muscular, estabilidade e coordenação. Sei que ainda tenho umas valentes semanas pela frente, mas quando penso nos progressos que já fiz isso acaba por não ser nada! 

Relativamente ao exercício a coisa ainda está melhor....há 6 semanas atrás estava a começar a rotina de ginásio e piscina com muitas cautelas e algum receio. Agora nado em média 8K/semana e ontem fiz pela primeira vez 100K de bike! Já não para falar que voltei a correr...pouco, mas voltei, e isso é o que interessa! O melhor de tudo é que pude voltar a fazer umas das coisas que mais falta me fez neste tempo todo... exercício ao ar livre! Tudo bem que o regresso ao ginásio foi porreiro...o voltar a fazer natação na piscina de forma regular também (já não o fazia desde os meus tempos de quase federado), mas sinceramente não é a mesma coisa. Faltava sentir a brisa matinal a bater-me nas trombas, o gostinho de ver os primeiros raios de sol a aparecer atrás do Bom Jesus e acima de tudo aquela sensação de bem estar que só os treinos longos ao ar livre nos proporcionam. Isto tudo regressou nas últimas 6 semanas! 

Primeiro foi com a natação...alguns colegas meus são tri-atletas (aquilo é para todos os gostos...desde sprint até IronMan) e depois de duas semaninhas na piscina acabei por ir fazer um treino de águas livres na barragem do Ermal com eles...2K. Muito fixe!! Custou, os últimos 500m foram feitos quase só em bruços, mas lá cheguei ao fim do treino passados 54m. 3 semaninhas depois de volta à carga...desta vez já com wetsuit (até parece um X-Men com aquilo!) nadei 3K em 1h03...e não houve cá bruços para ninguém! Na semana seguinte mais do mesmo...desta vez em 56 minutos! O Phelps que se cuide que nas olimpíadas do Rio ainda saco mais medalhas de ouro que ele! :D
O melhor disto tudo é que tenho conhecido malta muito porreira...e os locais dos treinos têm paisagens espetaculares (vejam a foto)!

Barragem das Andorinhas  - Póvoa de Lanhoso


A bike foi mais ou menos na mesma onda...primeiro passo foi comprar uma. Desde a paragem provocada pela banda-iliotibial que andava a pensar nisso...e agora decidi-me. Curioso é que só quando fui experimentar uma bike de estrada, que depois acabei por comprar, é que me lembrei que não me punha em cima de uma que andasse mesmo (sim, pq as de spin-bike não contam)  ia para mais de 15 anos...não há crise pensei eu, isto é daquelas coisas que não se esquece! ;) Esquecer, não se esquece, mas que as rodas fininhas de uma bike de estrada metem respeito, lá isso metem! Primeira saída foi para me habituar às “fininhas” e para ter a certeza que o Aquiles não mandava vir. Depois disso fui aumentado as distâncias aos poucos...30...40...e ontem a primeira vez acima dos 100! Valente tareia...qd cheguei a casa doíam-me músculos que nem sabia que tinha...qt ao Aquiles, nem sinal! J O porreiro disto é que no último mês já passei por estradas e sítios do Minho por onde não passava há anos (as auto-estradas têm coisas boas, mas acabamos por deixar de conhecer o país real)!

Por último...a corrida! Já falei disto num post anterior, mas tinha de falar novamente! Foi uma surpresa porque sinceramente só estava à espera de ter autorização lá para Novembro/Dezembro...e soube bem, muito bem! Os ritmos têm de ser obviamente baixos e para as próximas semanas só mesmo no tapete...mas sinceramente não me importo! Voltei a correr...o resto vem com o tempo!! 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

3 meses e meio/16 Semanas/112 dias depois...VOLTEI A CORRER!!!

Ora...hoje de manhã tive consulta para avaliar o progresso da recuperação. Quase no fim o médico vira-se para mim e pergunta-me:

- E então, que exercício é que tem feito?
- Natação e Bicicleta.
- E correr, quando é que quer começar?
- Se me disser que posso amanhã...é já amanhã!
- Então pode começar a correr...mas com calma!

Escusado será dizer que saí do hospital com um sorriso de orelha a orelha! 

Ao fim da tarde na fisioterapia decidi experimentar no tapete...3 minutinhos...3 minutinhos que me souberam pela vida!!! 

Aos poucos os 42.195 Km de uma maratona vão ficando mais perto!!!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

10 Semanas

Já passaram 10 semanas...nas últimas três os progressos foram grandes. Às sete tirei a botinha à la rocobop. Uma semana depois saíram as canadianas e, nas últimas duas, tive progressos consideráveis na marcha. Ainda coxeio um pouco mas o caminhar  vai ficando normal. Impressionante é o que a instabilidade da areia (molhada) faz. Aproveitei as férias para fazer umas caminhadas na praia...há três dias, depois de andar a lutar com a areia molhada de Vila do Conde durante uma hora (nem nas corridas ando tão concentrado...aquilo era ver a melhor zona para colocar o pé, melhor forma de fazer os apoios, avaliar declives, etc) calcei as sapatilhas e fui para a rua. Até parecia que o Aquiles nunca tinha rompido! :)

A grande novidade desta semana é que tive autorização para sair do estaleiro! Espectáculo!! Ainda tenho bastantes limitações (por exemplo não posso correr, fazer treino forte de pernas, etc) mas não me queixo. O que eu queria era fazer alguma coisa. Imaginem o que é um gajo que está habituado a treinar 6-8 horas por semana, a não poder  fazer nada!!!

Para os próximos tempos a piscina vai ser o equivalente da estrada...é desta que me crescem guelras!! :)

domingo, 28 de julho de 2013

Ruptura do Tendão de Aquiles: Seis Semanas Depois


E pronto…já lá vão seis semanas desde que o Aquiles resolveu tramar o resto do meu ano desportivo.

Atletas famosos com rupturas no tendão de Aquiles
Dominique Wilkins (NBA - este só o pessoal acima dos 30 é que se deve lembrar quem era)
Kobe Bryant (NBA)
Naide Gomes (Atletismo)
Quim (Futebol)
Beckham (Foi mm a jogar…a Victoria não teve nada a ver com isto ;) )
Zanetti (futebol)

E claro

Tó Salgado ;)


Causas – Tendões inflamados ou com lesões crónicas são mais susceptíveis a rupturas. Por isso, se estiverem com dores no tendão e/ou apresentar sinais de inflamação não arrisquem. Como vão ver daqui a umas linhas o tempo de recuperação é longo…demasiado longo...por isso não vale a pena arriscar um ano inteiro por meia dúzia de Km. No entanto as rupturas nem sempre estão associadas a processos inflamatórios. Contacto físico, colocar o pé numa depressão inesperada do solo, torção, alteração do tipo e/ou intensidade do treino, acelerações bruscas, podem ser outras das causas. No meu caso nunca tinha tido problemas no tendão de aquiles, não tinha sinais de inflamação, nem dores de qualquer tipo na zona…por isso penso que foi uma execução menos cuidada do exercício que estava a fazer. Devo ter colocado mal o pé esquerdo o que depois levou a uma sobrecarga no tendão provocando a ruptura.

Lesão – Os sintomas da lesão são exatamente aqueles que estão descritos. Senti um estalo e uma dor forte na zona. Inicialmente até pensei que tinha batido com a perna em qualquer lado. A primeira reacção foi olhar para trás para ver o que aconteceu. Como exemplo vejam o vídeo da lesão do Beckham (http://www.youtube.com/watch?v=p7NiwYqNqlA).  Se a ruptura for total (como aconteceu comigo) consegue-se observar uma depressão na zona. Se colocarmos lá o dedo, rapidamente nos apercebemos que falta ali qualquer coisa..

Tratamento – Existem dois tipos de tratamento, conservador e cirúrgico. No conservador não há cirurgia. O pé é imobilizado com gesso  durante 8-12 semanas.  Neste caso evitam-se potenciais complicações relacionadas com cirurgias (ex: infecções ou lesões nos tecidos adjacentes). Contudo o tempo de recuperação é mais longo e o risco de nova ruptura é superior (alguns estudos mencionam percentagens até 35%) .  Em alternativa existe a cirurgia que permite um regresso mais rápido à actividade com um risco muito baixo de nova ruptura (menos de 2%).  Existem 3 técnicas principais de abordagem cirúrgica. A que foi usada no meu caso é denominada por Achillon (http://www.youtube.com/watch?v=rD3aI_7EneA). Por ser minimamente invasiva, a cicatrização é mais rápida o que permite começar a fisioterapia e mobilização do pé passadas 2-4 semanas (este tempo varia e depende essencialmente do cirurgião). No meu caso o pós-operatório foi bastante tranquilo. Tive algumas dores nas primeiras 48 horas, mas que se suportavam bem. O pior mesmo foi ter de estar metido em casa quase 4 semanas, 3 das quais com aquela onda de calor que atingiu Portugal no fim de Junho início de Julho!! No fim já quase que trepava às paredes mesmo com o gesso na perna!! No fim das 4 semanas o gesso saiu e entrou uma bota à la Robocop. O pé passa a estar estabilizado a 90º e nessa altura já se pode caminhar com a ajuda de canadianas. A botinha ainda é pesada e não muito prática, mas pelo menos podemos andar e sair de casa à vontade!!! Quatro dias depois de tirar o gesso voltei logo ao trabalho! Com o passar dos dias vai-se ganhando confiança… mais de duas semanas depois já praticamente não uso as canadianas!

Quase 25 anos depois o Robocop está de volta!!!! ;)

Recuperação – Para a recuperação deste tipo de lesão é preciso muita paciência (mas mesmo muita) e alguma capacidade de sofrimento . O tendões por norma tem uma taxa de regeneração muito baixa e o tendão de Aquiles não é excepção. Por isso não adianta inventar…se o fizermos o mais certo é termos novamente problemas. O que mais me impressionou quando tirei o gesso foi a atrofia muscular…o gêmeo praticamente desapareceu…parece gelatina!!! A coxa também perdeu muita massa muscular! Para além disso o pé ainda tinha um edema grande (normal pelo que li e me foi transmitido pelo medico) e mobilidade muito reduzida. Uma semana depois de tirar o gesso comecei a fisioterapia. Electroestimulação no gémeo e coxa para começar o processo de ganho de massa muscular, massagem, exercícios de mobilização e flexibilidade, e alongamento do tendão. O que mais custa para já é a massagem…digamos que, pronto, vá lá…doi!!! Para além disso pedi um favorzinho a uma grande amiga minha (e aos pais dela), e quando está bom tempo dou um salto lá a casa para fazer alguns exercícios na piscina (isto é desculpa…na realidade só quero trabalhar para o bronze!! )

Regresso à estrada - O tempo estimado para voltar a correr são seis meses…mas isto é para voltar a correr devagarinho na passadeira e por curtos períodos de tempo…não para voltar a fazer 50-60 Km por semana!! Para fazer isso, e partindo do principio que corre tudo bem, terei de esperar até Março de 2014!

Se alguma dia passarem por isto (sinceramente espero que não)  façam o que eu estou a fazer…estabeleçam metas a curto prazo. Os obstáculos ficam mais fáceis de ultrapassar e não nos lembramos do tempo que ainda temos pela frente!

domingo, 14 de julho de 2013

Da Banda Iliotibial ao Tendão de Aquiles: 2013 – O Ano de Todas as Lesões



Quem anda à chuva molha-se…quem corre sujeita-se a umas mazelas que de vez em quando nos obrigam a parar. Até ao início de 2013 não me posso queixar. Depois de dois anos a correr não tinha tido nada de grave que me obrigasse a fazer paragens prolongadas. Pois bem, isso estava para mudar em 2013 quando uma série de lesões, “digna de registo no guiness”, como um colega meu me disse, me mandou para o estaleiro, de onde só vou sair lá para o final o ano. Indo por partes…

Depois de um final de 2012 que me correu bastante bem, comecei 2013 na mesma onda. Primeira prova do ano, primeiro RP…41m06s nos 10K da Corrida da Cidade de Braga. Uma semana depois, segunda prova e segundo RP! Meia maratona Manuela Machado em 1h35m50s. “Isto promete” pensei eu…apesar de ter feito as duas provas a dar o litro, não tinha forçado…já tinha decidido que ia tentar a Maratona de Madrid, pelo que não queria começar o ano logo a esticar a corda.

Fevereiro/Março – Síndroma de Fricção da Banda Iliotibial
Depois da Meia de Viana comecei com o plano para Madrid. Primeira semana a recuperar das duas provas em duas semanas, e segunda já a dar-lhe mais a sério. Na terceira já estava novamente em ritmo de cruzeiro…de segunda a sexta tinha feito 30K separados em 3 treinos, e tinha um treino de 25K para fazer no domingo. Como era longo, e para mudar um pouco de ares, fui com o Zé Nuno e o César (dois amigos que iam a Madrid comigo) até Vila do Conde. O treino da semana anterior tinha tido muita subida e descida (Sé De Braga-Bom Jesus-Sameiro-Sé de Braga) e apetecia-nos fazer uma coisa mais para o planinho. Primeiros 5K…tudo OK. A partir daí comecei a sentir um “moinha” na face lateral do joelho direito…”Isto passa” pensei eu…não passou. Quando cheguei aos 10K a coisa estava pior…e aos 14 tornou-se insuportável, tanto que tive que parar.  O Zé Nuno e o César foram buscar o carro e lá voltei de “carro vassoura” até ao local do inicio do treino (é claro que enquanto estive à espera apanhei mais frio e chuva que num ano inteiro…lesionei-me num belíssimo dia de temporal). Estava muito preocupado…não conseguia subir escadas, tinha umas dores horríveis…pensei que tinha rebentado com o menisco ou então que tinha uma lesão na cartilagem do joelho. Telefonei a um amigo meu ortopedista e ele disse me que pelos sintomas lhe parecia ser síndroma de fricção da banda ileo-tibial (http://fisioterapiajoaomaia.blogspot.pt/2012/12/sindrome-da-banda-ilio-tibial.html). Já tinha ouvido falar de muita coisa…mas esta era nova. Pelo menos não era nada na articulação propriamente dita, por isso fiquei mais sossegado. Andei a informar-me e pelos vistos é uma lesão relativamente comum entre corredores, principalmente em pronadores, como eu. Isto juntamente com o treino de subida contínua até ao Sameiro acabaram por provocar a situação. Parei uma semana e como já não sentia nada voltei aos treinos…conseguia correr bem, mesmo com algum desconforto. Ao quarto treino pós-paragem a dor apareceu novamente por volta dos 10K…parei de imediato (desta vez pelo menos não apanhei chuva...estava um daqueles dias porreiros de Inverno para se correr) completamente frustrado. Tinha quase a certeza que isto significava que Madrid e a estreia na Maratona iam ter de ser adiadas. A confirmação foi logo na semana seguinte quando a RM mostrou que a zona estava bastante inflamada. Significado: paragem de 4 a 6 semanas, fisioterapia e o pior…Meia de Lisboa e Maratona de Madrid para o tecto.
Lá me resignei à minha sorte (fui na mesma a Madrid mas não corri a maratona… essa “estória” fica para outra altura) e durante 5 semanas a corrida foi substituída por braçadas na piscina…o que não foi mau de todo. Relembrou-me os tempos em que fiz natação e percebi que não estou tão mal como isso. Conseguia fazer com alguma facilidade 2000m em cerca de 40 minutos…ou seja…como também não me desenrasco mal com a bike cheira-me que um dia ainda vou dar uma perninha ao triatlo!
No final das 5 semanas, RM e luz verde do fisioterapeuta. Finalmente de volta à corrida! A natação não tinha sido mau de toda…mas para ser franco já me estavam a crescer guelras de tanto nadar! A próxima prova eram os 10K da Corrida Cidade de Coimbra no fim de Maio (estávamos no início de Abril) por isso levei as coisas com calminha…ritmos e distâncias foram crescendo aos poucos até que chegamos ao fim de Maio.

Maio – Infecção Subcutânea
O fim de Maio chegou e lá fui participar na Corrida Cidade de Coimbra. Primeira prova em 4 meses  por isso fui com juizinho…42m54s (4.16/Km)…”nada mau” pensei eu, “mais um mês em cima e vou estar no ponto para a Corrida das Fogueiras”. Melhor ainda…banda iliotibial não estava a chatear! 
Na manhã seguinte à prova acordo e surpresa…o tornozelo e a zona inferior da canela mais pareciam a pata de um elefante!! Fiquei a olhar para aquilo (escusado será dizer o conjunto de “carvalhadas” que me saíram pela boca) e a pensar o que é que eu tinha feito no dia anterior para semelhante coisa acontecer. Diagnostico: infecção subcutânea…10 dias a antibióticos e mais uma vez parado. Uma semana depois vim a saber que o meu comparsa de corridas em Coimbra (Fernando), que também tinha participado na prova, estava exatamente com a mesma coisa…no final da prova tínhamos feito uma massagem na tenda disponibilizada pela organização…penso que provavelmente foi aí que apanhei a infecção. O certo é que ia estar novamente parado e desta vez nem podia dizer que era diretamente das corridas. Para além disso fiquei danado (para não dizer pior) porque no fim de semana seguinte tinha um congresso no Luso e já tinha andando a ver trilhos para fazer antes das palestras começarem…

Junho – Ruptura do Tendão de Aquiles
O ditado diz que não há duas sem três…e o pior ainda estava para vir. Depois da paragem forçada devido à infecção lá voltei de novo…sol de pouco dura. No dia 14 de Junho,  estava no ginásio (costumo intercalar com as corridas), a fazer lunge com step up, quando sinto uma pancada forte na parte de trás da perna esquerda (junto ao calcanhar). Inicialmente pensei que tinha batido em qq coisa…olha para trás nada…olho para a PT que me estava acompanhar como que a perguntar “O que é que se passou?” e vejo a cara de espanto dela…e de repente lembrei-me dos sintomas da ruptura do tendão de Aquiles!! O que me saiu da boca foi qq coisa do género “Foi o tendão de Aquiles…”. Uma mistura de frustração e raiva foi o que senti a seguir. Não percebia…não andava a sentir nenhuma dor, não andava a abusar nos treinos…e num movimento que já tinha feito diversas vezes, acabo por ter uma das lesões mais graves que se pode ter. Numa fracção de segundo via fugir o sonho de correr uma maratona este ano (já tinha o Porto na minha cabeça)…pior sabia que o tempo no estaleiro ia ser longo…muito longo. Operação para reparar o tendão no mesmo dia, a seguir à qual recebi uma bela sapatilha de gesso. Felizmente tive pouca dores no pós-operatório. Quatro semanas depois o gesso saiu…e entrou uma bota que mais parece a perna do Robocop! A seguir a isto muitas sessões de fisio e sofrimento pela frente…nada que não se aguente para poder voltar à estrada! Próximo objectivo…voltar a correr! Até lá vou publicando experiências passadas e as sensações da recuperação. Com um bocado de sorte ainda vou acompanhar de bike alguns de vocês durante a maratona do Porto!!

Boas Corridas…façam alguns Kms por mim!!